Há cidade mais bela, mais agradável ou mais única do que Braga em Portugal? Nós acreditamos que não e temos os factos para o provar! Neste artigo, partilhamos algumas curiosidades especiais da nossa terra natal, simultaneamente repleta de património e completamente moderna e atual.
Sabia que…
Braga tem origem romana e é a cidade mais antiga da Península Ibérica
A história de Braga remonta à antiguidade, com a conquista da região de Braga pelo Império Romano por volta de 136 A.C., previamente dominada pelo povo celta. 20 anos antes de Cristo, os romanos fundaram a civitas (cidade) de Bracara Augusta, durante uma reorganização do território romano. O nome veio do nome da tribo celta que ocupava originalmente o território, Callaici Bracarii, e de uma homenagem ao então Imperador Romano, César Augusto.
Começando como sede da Conventus Bracarensis, a importância de Bracara Augusta foi crescendo ao longo dos séculos, chegando até a ser a capital da província recém-fundada de Galécia no século IV! Braga é uma cidade repleta de História e com vários marcos históricos para conhecer, como a Sé de Braga – a frase “mais velho do que a Sé de Braga” é uma expressão popular por algum motivo –, o Bom Jesus do Monte, o Palácio do Monte e, claro, o famoso Arco da Porta Nova.
Ainda hoje a cidade de Braga celebra a sua origem com o evento anual da Braga Romana, que ocorre no final do mês de maio. Se nunca participou, grave já na sua agenda e não perca a próxima oportunidade!
Pode “ver Braga por um canudo” no Bom Jesus do Monte
Todas as expressões têm algum tipo de origem e a famosa expressão “ver Braga por um canudo” – que significa algo como não conseguir chegar ao que se deseja, apesar de estar à vista – não é exceção. A história remonta a 1862, ano em que, de origem entretanto perdida para o tempo, foi oferecido ao Bom Jesus um telescópio para colocar num miradouro no lado norte do Adro do Bom Jesus, virado para a cidade de Braga. Este telescópio original agora habita o Centro de Exposições P. Cândido Pedrosa, onde o poderá visitar, mas não se preocupe: encontrará um novo “canudo”, mais moderno, no mesmo sítio, para que possa… bem, achamos que já percebeu onde queremos chegar! ?
Os bracarenses têm uma reputação peculiar por não fecharem a porta
Há uma pergunta que se coloca em Portugal a quem entra ou sai e deixa a porta aberta: és de Braga? Há uma razão para isso, que, tal como muito do que tem a ver com Braga, tem uma história bastante antiga por trás (da porta).
Um dos monumentos mais famosos de Braga é o Arco da Porta Nova, no final da Rua Dom Diogo de Sousa (perto da Sé de Braga). Apesar do nome, este arco não tem uma porta… e nunca teve! Construído no século XVI para, como o nome indica, ser o arco para a nova porta da muralha da cidade, a verdade é que a falta de justificação bélica – leia-se: guerras – para construir a mesma levou a que a muralha ficasse sem porta, mantendo apenas o arco.
A muralha já há muito que foi “absorvida” pelas construções da cidade, mas o arco permanece, e o facto de Braga ter sido uma das primeiras cidades a ter muralha de “porta aberta” levou à famosa expressão associada aos bracarenses, cuja cidade convida sempre a visitas!
A Cidade dos Arcebispos, como lhe chamam, tem mais de 80 igrejas
A tradição bracarense é também muito ligada à religiosidade, com o Cristianismo a chegar cedo à cidade romana e a cidade a ser Arquidiocese desde a reconquista cristã, em 1070. De facto, a influência cristã foi tal que Braga tornou-se a “Roma Portuguesa” durante a Idade Média, com o arcebispo D. Diogo de Sousa a redesenhar Braga como uma cidade de igrejas, monumentos e ruas de nome religioso após uma visita inspiradora a Roma.
Braga é a cidade mais feliz de Portugal
Não somos nós que o dizemos (embora concordemos, claro!), mas sim a Comissão Europeia, que, para 2020, considerou Braga a cidade mais feliz de Portugal e a quinta cidade mais feliz da Europa. Entre a qualidade de vida na cidade, a forte vertente de empreendedorismo, a aposta na educação e o baixo custo de vida para as fantásticas habitações que se encontram nesta cidade, realmente não há razões para ninguém ser infeliz nesta cidade histórica!