3 cuidados a ter com o inquilino ao arrendar uma casa

A escolha do inquilino que vai ocupar a sua casa é um assunto que não pode tomar com leviandade, pois é daí que vai advir a sua receita mensal (pelo menos, parte dela) ou, se escolher mal, a sua maior dor de cabeça e fonte de despesas.

 

Portanto, para o(a) ajudar a rentabilizar ao máximo o seu investimento e a manter o seu imóvel em bom estado, reunimos três pontos a considerar na escolha do inquilino perfeito para o seu imóvel.

Fiabilidade da pessoa que se propõe a inquilino

 

O seu imóvel, em princípio, é importante para si como investimento e fonte de rendimentos e, portanto, uma das coisas essenciais que tem de ter em consideração ao arrendá-lo é quem vai estar dentro dele.

 

Triagem antes de marcar a visita

 

Para evitar surpresas, mesmo antes de marcar a visita, avalie as pessoas que o(a) contactarem no seguimento do seu anúncio, fazendo algumas perguntas que sejam relevantes para si, como, por exemplo, qual é a intenção do arrendamento (se é devido a trabalho deslocado, mudança permanente ou outra), o espaço temporal em que planeiam ficar a viver no local ou quantas pessoas habitarão a casa.

 

Deste modo, garantirá também que o seu anúncio foi bem compreendido e que as pessoas que visitarem a casa cumprem os requisitos gerais e serão adequadas ao efeito.

 

Perguntas durante a visita

 

Após saber que, à partida, estará a lidar com uma pessoa idónea, interessada e, muito provavelmente, adequada aos seus objetivos de arrendamento, deverá aproveitar a visita ao imóvel para esclarecer as restantes dúvidas relevantes para o processo de arrendamento.

 

Reforce o valor da renda que será cobrada e as regras que estabeleceu para o arrendamento a nível de obras de recuperação e remodelação; torne a informar-se das questões fulcrais, como a quantidade de pessoas que irão habitar, a existência ou não de animais de estimação, a razão da mudança ou a quantidade de dependentes, por exemplo.

Estabilidade financeira e profissional do inquilino

 

A par da avaliação do carácter das pessoas que vai ter a habitar o seu imóvel, é importante garantir que a sua renda dará entrada a tempo todos os meses, razão pela qual deverá atestar a estabilidade financeira e profissional dos seus inquilinos.

 

Para tal, antes de proceder à assinatura do contrato de arrendamento, deverá solicitar alguns documentos comprovativos da situação atual dos seus arrendatários, como sejam:

 

  • Uma cópia do contrato de trabalho ou declaração do empregador que lhe comprove que não haverá risco eminente de desemprego;
  • Uma cópia da declaração de IRS para perceber até que ponto os rendimentos anuais cobrirão a renda a cobrar, a caução e as garantias;
  • Uma cópia do último ou dos dois últimos recibos de vencimento como comprovativo de atividade e dos atuais rendimentos;
  • Identificação de um fiador, principalmente, se calcular que há algum risco de o inquilino poder ter algum percalço a nível dos pagamentos.

 

Só depois de ter estas informações na mão deverá proceder à redação do contrato, com todas as regras e condições combinadas para o tempo de arrendamento.

Cuidados com a manutenção do imóvel

 

Apesar de ter feito todas as entrevistas possíveis, ainda é possível que existam algumas discrepâncias entre o que as partes consideram ser um bom cumprimento do contrato e um bom tratamento da casa. É importante definir no contrato quem vai fazer as obras de restauro ou remodelações necessárias para colocar o imóvel pronto a habitar (normalmente, o senhorio) e se o inquilino estará autorizado a fazer algumas modificações no decorrer do mesmo.

 

Seja o caso que for, no limite, o imóvel é seu e tem o direito de, com o devido respeito e o aviso prévio (deixe estas condições definidas no contrato), fazer visitas esporádicas para avaliar o estado de conservação do mesmo e avaliar as modificações que possa autorizar.

 

Lembre-se que, mesmo que tenha ficado com um valor extra a nível de caução – não tem de, mas é aconselhável – se os danos causados forem a uma escala fora do razoável, esta não cobrirá as obras para recompor e será rendimento que lhe sairá do bolso, por isso, até ganhar a confiança necessária nos seus arrendatários, não se desleixe.

 

Claro que algumas das suas dores de cabeça na escolha dos inquilinos certos podem ser amenizadas se entregar essa árdua tarefa a pessoas especializadas no assunto, que tratarão de todo o processo de garantir que as suas condições são cumpridas.

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